Foi o primeiro movimento da chamada Era Nacional da nossa literatura; assumiu, por isso, a tarefa de criar uma arte literária autenticamente brasileira, capaz de expressar as peculiaridades do país recém-libertado. A produção literária do romantismo foi muito grande.
Um dos fatos mais importantes do Romantismo foi a criação de um novo público, uma vez que a literatura torna-se mais popular, o que não acontecia com os estilos de época de características clássicas. Surge o romance, forma mais acessível de manifestação literária; o teatro ganha novo impulso, abandonando as formas clássicas. Com a formação dos primeiros cursos universitários em 1827 e com o liberalismo burguês, dois novos elementos da sociedade brasileira representam um mercado consumidor a ser atingido: o estudante e mulher. Com a vinda da família real, a imprensa passa a existir no Brasil e, com ela, os folhetins, que desempenharam importante papel no desenvolvimento no romance romântico.
- Os Folhetins
A publicação de romances em folhetins – capítulos diários nos jornais – foi iniciada no Brasil na década de 1830, a maior parte composta por traduções. Os brasileiros acompanhavam as distantes aventuras de um Ivanhoé (de Walter Scott) ou de um D'Artagnan (Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas), imaginando os campos da Inglaterra medieval ou a Paris do rei Luís Felipe I.

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